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02/02/10 - MPF vai apurar trotes violentos em Fernandópolis/SP

Órgão enviou ofício à Unicastelo, onde alunos envolvidos em agressão estudam; Em 2009, MPF já havia recomendado que faculdades tomassem providencias contra trotes

O Ministério Público Federal em Jales enviou ofício à Universidade Camilo Castelo Branco (Unicastelo), em Fernandópolis/SP, para apurar eventual responsabilidade da instituição na agressão sofrida por aluno da Unicastelo em 01/02/2010, quando um estudante supostamente foi obrigado a ingerir álcool combustível. No documento são feitos os seguintes pedidos:

a) Quais as medidas adotadas por esta instituição para apurar a autoria do ocorrido e se tais medidas já obtiveram resultados;
b) Se a instituição de ensino prestou e vem prestando assistência ao(s) estudante(s) lesionado(s);
c) Em caso afirmativo ao questionamento anterior, informar detalhadamente quais medidas assistenciais vem sendo prestadas ao(s) estudante(s);
d) Quais as medidas adotadas por esta instituição no sentido de evitar novas ações no mesmo sentido;
e) Como é realizada a segurança dos alunos no interior e no entorno dos campi, e qual o efetivo de funcionários envolvidos nessa função; e
f) Trazer ao conhecimento do Ministério Público Federal as informações e documentos que entenda pertinentes à instrução do presente procedimento investigatório.

Em setembro de 2009, o MPF já havia recomendado que todas as universidades do estado de São Paulo promovessem as medidas de segurança necessárias para coibir a prática do trote violento, humilhante, vexatório ou constrangedor aos calouros.

O procurador da República Thiago Lacerda Nobre, responsável pelo procedimento, também enviou ofício à Delegacia Seccional de Fernandópolis em que  pede informações sobre as providências adotadas, no âmbito policial,  para apuração do que aconteceu com o estudante.

No documento, o procurador pede que a polícia remeta à Procuradoria da República em Jales cópia integral dos procedimentos e de documentos que possam auxiliar o procedimento investigativo do MPF.

“É importante investigar esse episódio infeliz, em especial porque desde o ano passado o MPF já  tinha recomendado que universidades e faculdades tomassem providências para que fatos como esse não acontecessem novamente” ressaltou Nobre.

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